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quinta-feira, janeiro 29, 2004



What Famous Leader Are You?



E quanto a filme, parece que sou O Monte dos Vendavais.
«É dramática e romântica e encontrar amor verdadeiro é a grande paixão da sua vida». O que combina de certa maneira com a morte solitária e trágica numa montanha.




What Classic Movie Are You?



quarta-feira, janeiro 28, 2004

Porque Nós Merecemos 

Numa tentativa desesperada de cumprir com algum rigor a promessa de todas as semanas enxovalhar o nome de Pedro Santana Lopes, vejo-me confrontada com a última frota de cartazes anti-PSL («Ouviu, Sr. Presidente da Câmara?»). Fico espantada com a involução a que alguns se permitem. Imagino que devem ter pago milhares ao génio que, numa autêntica borrasca cerebral, engendrou esta brilhante estratégia. Ninguém tem dúvidas - é uma pérola de propaganda política. Quase dá vontade de gostar do Porco Sebento, de tão primária que é. É revoltante de tão demagoga, é vergonhosa de tão básica, é fraca, é de vómitos, é de ir às lágrimas. Será que resulta...? Pensando bem, nós não precisamos de nada muito inteligente, basta que nos mantenham entretidos.

segunda-feira, janeiro 26, 2004

Uma Hipótese sem Fim 

Não posso deixar de sublinhar que a AM Ribeiro merece ser o assunto de TODOS os blogues nacionais. Não bastam os tantos que, já iluminados pelo seu sentir, a comentam e se espantam com a sua capacidade de entrega, enquanto se interrogam se a Anabela M. Ribeiro será realmente a Anabela M. Ribeiro. Isso não interessa mesmo nada. Devíamos juntar-nos e, numa só voz, cantar "Agnus Dei", ou qualquer outra cançoneta missal. Ela é muito boa. Já não chegava ler a Odisseia em grego (língua que desconhece por completo), atente-se também nesta bonita racionalização da nossa deusa-mãe: «Gollum. A respeito deste último, há algo a dizer. A sua representação no filme é, obviamente, uma evocação do aspecto que o corpo dos doentes com SIDA em estado terminal assume. A demonização era desnecessária, quanto a mim».

sexta-feira, janeiro 23, 2004

Post de Escuta da Semana 

01 - Mão Morta - Há Já Muito Tempo Que Nesta Latrina o Ar se Tornou Irrespirável (1998)
02 - Mogwai - Happy Songs for Happy People (2003)
03 - Nick Drake - Pink Moon (1972)
04 - Tom Waits - Franks Wild Years (1987)
05 - Pedro Madaleno - Fast Living (2002)
06 - Lhasa - The Living Road (2003)
07 - Jorge Palma - Acto Contínuo (1982)
08 - Adam & The Ants - Hits (1986)
09 - Genesis - The Lamb Lies Down on Broadway (1974)
10 - Mogwai - Rock Action (2001)

segunda-feira, janeiro 19, 2004

Lola e o Ministro da Defesa 

Revelação bombástica de Lola, a/o verdadeira/o amigo/a de Paulo Portas

quarta-feira, janeiro 14, 2004

Procuro 

Procuro parceiro/a que queira fazer umas partidas de Magic the Gathering.

Post de Escuta da Semana 

01 - X-Wife - Feeding the Machine (2004)
02 - Suede - Singles (2003)
03 - Mogwai - Rock Action (2001)
04 - Worlds of Pleasure - Domino Recordings Compilation (2003)
05 - Grandaddy - Sumday (2003)
06 - The Black Heart Procession - Amore del Tropico (2002)
07 - Ryan Adams - Love is Hell pt. 1 (2003)
08 - Jesus & The Mary Chain - Singles (2003)
09 - The Proclaimers - Hit This Highway (1994)
10 - GodSpeed You Black Emperor - Lift Your Skinny Fists Like Antennas to Heaven (2000)

terça-feira, janeiro 13, 2004

Fungo-gágá da Bicharada - A Mula da Margem Sul 

A Mula da Margem Sul e as suas grandes qualidades: pontualidade; impressionar os seus superiores; criar boatos; zurrar bem alto ao mesmo tempo que se empanturra em fardos de palha; engatar asnos.
Pontualidade: Quão pontual é a nossa amiga Mula. Ao gong de entrada pica o ponto. A escassos segundos do gong de saída lá a vemos pronta, de ponto em riste, à espera do segundo fatal para riscar mais um dia de trabalho. E ai de quem a tente impedir.
Impressionar os seus superiores/Criar boatos: Oh que exemplar funcionária é a amiga Mula. Tão frequentemente a vemos naquele frémito tão típico dela: quase parada. A única altura do dia em que realmente a vemos em grande acção é quando os seus superiores estão por perto. Aí com grande esforço, alça o pesado traseiro que teima em arrastar-se pelo chão e zurra em grande tom: "Oh Dr., hihon, já viu que hihon eu hoje já fiz isto tudo, hihon". Pior que tudo é vê-la querer fazer o maior brilharete de todos: inventado, controlando, congeminando, apregoando ao ouvido do mais ingénuo, formas de tramar o próximo para que no final os superiores lhe passem as patas pelo pêlo.
Zurrar bem alto ao mesmo tempo que se empanturra em fardos de palha: Como se todas as qualidades anteriormente descritas não fossem suficientes, ainda surge esta que é difícil superar. Como qualquer ser pontual, a amiga Mula também tem uma hora certa para comer. Todos os dias a vemos comer à mesma hora. São fardos de palha gigantescos, embrulhados em papel para parecer bem educada. O pior é que o dito horário de comer coincide com o do trabalho. Como não consegue abdicar da bucha empalhada, lá a vemos atender os seus animais clientes de boca cheia de palha, zurrando bem alto simultaneamente. É frequente ver-se alguns deles abandonarem-na, envergonhados com o pequeno salpico de palha pregado ao casaco.
Engatar asnos: A última das suas grandes qualidades é de facto o esforço que faz por engatar qualquer Asno que dela se aproxime. Qual taberneiro, frequentador de casas de Mulas, é brilhante a forma como a vemos exibir-se no antro-das-bifanas-dos-Asnos, encostando-se a um, roçando-se no outro, zurrando para o dono e oferecendo ao mais distraído: "Quer uma bica, hihon?". O último, para sorte dele, era gay.

segunda-feira, janeiro 12, 2004

Sabrosa à porta 

Tinha prometido a mim mesmo não falar de futebol durante a minha estada na blogosfera, mas a história que me chegou recentemente não resisto a contá-la.
Pois então não é que arrepiado-freak-mono-idiota-cabutino Sabrosa decidiu na passagem de ano deslocar-se à Discoteca Kapital para acabar a noite em grande. Pois bem, o sucedido foi que o dono da dita discoteca é o filho de João Rocha, ex-presidente do Sporting, que por razões mais que óbvias, ou seja, zelar pelo bom ambiente na discoteca, não o deixou entrar. O idiota-cabutino, como é de seu timbre, pôs-se em bicos de pés a cacarejar convencido que o seu estatuto de cromo lhe valeria de alguma coisa. Resultado: ficou à porta reduzido à sua insignificância.

sexta-feira, janeiro 09, 2004

Incómodos 

Há 5 minutos enquanto fumava um cigarro, uma voz comum do dia-a-dia ressoou: "Uuu, que cheiro a tabaco". Muito bem, fui fumar para AINDA mais longe. Longe de mim incomodar quem quer que seja. Mas depois de digerido o cigarro comecei a pensar na questão do incómodo, e lembrei-me do reverso e de que forma a comum voz por vezes me incomoda. E lembrei-me do maior constrangimento por ela causado até à data. Foi algo como: "POR MIM TODOS OS PRETOS DEVERIAM SER MORTOS, NÃO FAZEM CÁ FALTA NENHUMA". PORRA, isto incomoda mais que uma tabaqueira inteira a fumar dentro de um cubículo de 2 metros quadrados.

Now What, Mr. Bush? 

O New York Times noticia hoje (09/01/2004) na sua edição que os Estados Unidos terão desistido de procurar as tão famigeradas armas de destruição maciça, as quais justificaram a invasão no Iraque. Segundo este, a notícia surge depois do grupo de militares americanos destacado para a pesquisa das armas ter, em parte, regressado a casa e o resto ter sido deslocado para se juntar a outros grupos de restabelecimento da ordem (curioso o facto de terem que manter uma ordem cujo caos foi causado pelo próprios)
Fico agora curioso em saber que justificação irá ser dada, por todos os países que juntamente com os EUA e o Reino Unido participaram na guerra, áqueles que, como eu, teimosamente defendiam a manutenção das equipas de investigação da ONU; que justificação irão dar a todos os familiares dos soldados mortos numa guerra estúpida e interesseira; que responsabilidades irão assumir, além da gestão do petróleo e dos interesses financeiros.

domingo, janeiro 04, 2004

Espero que Tenham Reparado que o Céu Está Diferente! 

Pelo menos uma vez por semana
Tenho que dizer mal do Santana
Esse oleoso saloio de Benfica
Que do céu de Lisboa tudo fita
O seu semblante espectral
É a fonte de todo o nosso Mal
Por bem foi escrita no Panteão
Por alguém uma frase em vão
«Nasci num reino de flores e ouro
À beira-mar plantado»
O Santana agradece as palavrinhas
Mas nunca gostou muito de fado
O graffiti será passado a cloro
E até o Garrett ficará louro
Com horror olhamos o céu
E fugimos do que o Santana nos deu
O espectro de luz tudo observa
Um sem-abrigo no Beato a comer conserva
Um cão a mijar no Largo do Chiado
No Colégio Militar um rato pelado
No Campo Grande um casal de pombinhos
Uma greve no Alto dos Moinhos
No Terreiro do Paço uma luz fundida
Em Alcântara uma cabeça partida.
Este espectro de luz tudo envenena
E a própria visão das estrelas condena!






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