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quarta-feira, março 03, 2004

Eu e as Palavras 

Brincava eu em casa com um pequeno e antigo dicionário de bolso, quando, abrindo-o ao calhas, deparei com uma palavra que me fez pensar um bocado: Governo. Todos nós falamos todos os dias em governo, governar, governantes, etc., sem dar-mos conta daquilo que estamos a dizer e sem saber-mos o que é o Governo. Vi então três significados distintos para esta distinta palavra e que passo a transcrever: Poder executivo; Ordem; Arranjo. Como, decerto, todos nós sabemos, a beleza da nossa Língua está no facto de uma simples palavra ter vários significados, o que neste caso, me deu pano para mangas antes de encontrar o mais adequado, pois o que eu pensava ser um Governo não tinha nada a ver com o que acabava de ler. Assim, acabei por ficar com a que me pareceu menos desapropriado e que foi "Arranjo". Calma! Tenham calma! Eu sei que estão todos a querer dizer, ... "... mas ó Beata, essa opção também não serve, pois toda a gente sabe que, um Governo que se prese, nunca arranja nada!" Ora, muito bem, eu também sei disso, mas vamos lá todos a pensar comigo: Primeiro e antes que tudo, um arranjo ou o arranjar alguma coisa, pressupõe que essa coisa esteja desarranjada ou desmanchada. Para uma coisa estar desmanchada foi porque alguém ou algo a desmanchou, acto esse designado por desmancho. Um desmancho também tem vários significados, mas o que nos interessa para aqui é aquele que popularmente foi vulgarizado como a interrupção duma gravidez, ou seja, um aborto. Agora e para finalizar, pensando na palavra aborto, uma imagem nos salta logo da cabeça e é essa imagem o último elo desta nossa corrente..., ... Paulo Portas. É ou não é este sr. o nosso verdadeiro Governo. O cabecilha do mais poderoso lobby instalado bem no seio de um pseudo-governo, pseudo-liderado por um outro candidato a aborto?!?
Em jeito de "moral da história", queria assinalar aqui que a edição deste meu dicionário está datada da década de oitenta, mas como se pôde ver, continua ainda hoje a elucidar-nos sobre a nossa Língua Portuguesa e a mostrar que, por muitas voltas que se dêem, certas coisas ainda não mudaram desde essa altura.

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