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segunda-feira, março 01, 2004

Porque pressinto a morte... Sonho 

“Chove. Cada vez vejo mais turvo, cada vez tenho mais medo. Estamos enterrados em convenções até ao pescoço: usamos as mesmas palavras, fazemos os mesmos gestos. A poeira entranhada sufoca-nos. Pega-se. adere. Há dias em que não distingo seres da minha própria alma; há dias em que através das máscaras vejo outras fisionomias, e, sob a impassibilidade, dor; há dias em que o céu e o inferno esperam e desesperam. Pressinto uma vida culta, a questão é fazê-la vir à supuração. (...)”
Raul Brandão in Húmus, "Sonho"

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