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quinta-feira, maio 27, 2004

Fabrice Morvan fala no Centro de Idosos de Melides 



O ex-Milli Vanilli faz as pazes com o passado e acede ao chamamento dos fãs mais acérrimos. Neste caso, os velhinhos de Melides e os estudantes de Contabilidade do Instituto Piaget, mesmo ali ao lado. Oliver Brossard, proeminente académico e fã nº 1 de Fabrice, fez questão de estar presente neste encontro e daqui acabou mesmo por surgir um estudo, entretanto já passado a livro: "De um Colapso a Outro".
Melides revelou-se assim um verdadeiro foco de infecção da febre fabriciana, o que constituiu uma agradável surpresa para o orador do dia. Menos fervorosos estavam no entanto os caloiros do curso de Psicologia Social que, embora curiosos, mostraram sempre um certo desdém pelo «black manhoso», como lhe chamaram.
No fim desta celebração não nos restaram dúvidas quanto às motivações que levam alguém a cortar as tranças compridas, reduzir o enchumaço e passar a usar uma afro bacana - um grande amor pelos idosos. O director do centro manifestou-se: «Os seus métodos podem não ser os mais adequados, mas é dotado de uma forte intuição». A octagenária que o acompanhava rematou: «Ele é simples mas delicioso!»

quarta-feira, maio 26, 2004

Qualquer semelhança é pura coincidência... 



João Pinto, ex-Capitão do FCP & Fabrizio Moretti, baterista dos The Strokes

terça-feira, maio 25, 2004

Sonhei que 

Sonhei que subia a colina verde. O ocre infecto subia-me pelas pernas acima. Queria correr, mas eu não estava ali. Estava dentro de mim. Chega Artaud e diz:

«Onde cheira a merda
cheira a ser.
(...)
Dois caminhos estavam diante d[o homem]:
o do infinito de fora
o do ínfimo de dentro.
E ele escolheu o ínfimo de dentro
onde basta espremer
o pâncreas,
a língua,
o ânus,
ou a glande.
E deus, o próprio deus espremeu o movimento.
É deus um ser?
Se o for, é merda.
Se não o for,
não é.»
Este texto, aparecido entrecortado e retalhado em sonhos, é "A Busca da Fecalidade".

quarta-feira, maio 19, 2004

Busca! 



Escusas de disfarçar, ó Tom, o Burmester vai farejar-te que nem um tinhoso cão faminto. E vai encontrar-te!!

segunda-feira, maio 17, 2004

35, Hospital Santa-Maria - Cais do Sodré 

Aqui há dias, quando ia no 35 a caminho de Sapadores, estava dentro do autocarro um placard da Carris que dizia isto:

"NÓS ESTAMOS A TRABALHAR"
"Porque a cidade não pára e você também não"

Não consegui conter algum indignação já que há algo de errado, ou incompleto, nesta afirmação. Esqueceram-se do:

"Nós estamos a trabalhar...
... quando não estamos em greve."

domingo, maio 16, 2004

In the Morning I'll Be Gone 




Poderá ser verdade? Anteontem, num artigo dedicado à programação de Pedro Burmester para a Casa da Música, vi Tom Waits aparecer surpreendentemente integrado no ciclo 'Grandes Nomes' previsto para Outubro... Como convém, a esquematização da grelha programática era dúbia, tal e qual o meu coração duvidoso. Prefiro não acreditar. Por enquanto.
Mas enquanto vamos chafurdando nesta dúvida quais recém-nascidos numa poça lamacenta, em Mississippi o álbum novo cresce e cresce e cresce. Quem o ouviu diz que é um álbum de blues rítmicos primitivos. Com enforcamentos, ratazanas, automóveis, a vida no campo, álcool, comboios e morte, entre outros assuntos tenrinhos. Até ver, chama-se Real Gone.


sexta-feira, maio 14, 2004

Post de Escuta da Semana 

(...)
It's more than rain that falls on our parade tonight
it's more than thunder it's more than thunder (...)
it's more than sad times it's more than sad times
none of our pockets are filled with gold
nobody's caught the bouquet (...)
nothing is going our way
and it's more than goodbye I have to say to you
it's more than woe-be-gotten grey skies now (Franks Wild Years, "More than Rain")

01 - Tom Waits - Franks Wild Years (1987)

02 - Fantômas - Delirium Cordia (2004)

03 - The Peter Brötzmann Octet - Machine Gun (1987)

04 - Yeah Yeah Yeahs - Fever to Tell (2003)

05 - Naked City - Torture Garden (1996)

06 - David Bowie - Bowie at the BEEB - BBC Sessions (2000)


quinta-feira, maio 13, 2004

Eu Represento 



(...) Eu, Antonin Artaud, sou meu filho,
meu pai,
minha mãe,
e eu mesmo.
Eu represento Antonin Artaud!
Estou sempre morto.

Mas um vivo morto,
Um morto vivo.
Sou um morto
Sempre vivo.
A tragédia em cena já não me basta.
Quero transportá-la para a minha vida.
Eu represento totalmente a minha vida.

Onde as pessoas procuram criar obras
de arte, eu pretendo mostrar o meu
espírito.
Não concebo uma obra de arte
dissociada da vida.

Eu, o senhor Antonin Artaud,
nascido em Marselha
no dia 4 de Setembro de 1896,
eu sou Satã e eu sou Deus,
e pouco me importa a Virgem Maria.

terça-feira, maio 11, 2004

You know how to whistle? 



(...)
Slim: This belongs to me and so do my lips. I don't see any difference.
Steve: Well, I do.
Slim: Okay. You know you don't have to act with me, Steve. You don't have to say anything and you don't have to do anything. Not a thing. Oh, maybe just whistle. You know how to whistle, don't you, Steve? You just put your lips together - and blow.

sexta-feira, maio 07, 2004

Alternativa à prisão preventiva... 

Aproveitando a ideia do R. aqui ficam algumas sugestões alternativas para os presos preventivos famosos:

Carlos Cruz preso em casa.... de Paulo Pedroso.
Valentim Loureiro preso em casa.... de Vale e Azevedo.
Jorge Ritto preso em casa... do Bibi.
Fátima Felgueiras presa em casa.... do Padre Frederico.






quinta-feira, maio 06, 2004

April 25th Always!! 

[Aqui supostamente devia estar a foto de um cartaz oficial da NIKE que dizia:

«FROM REVOLUTION TO EVOLUTION!»

Mas não aparece.]


segunda-feira, maio 03, 2004

Autografia estreia na Cinemateca 



«Tirai-lhe agora os poemas que ele próprio despreza
negai-lhe o amor que ele mesmo abandona
caçai-o entre a multidão
crucificai-o de novo mas com mais requinte.
Subsistirá. É pior do que isso.
Prendei-o. Viverá de tal forma
que as próprias grades farão causa com ele.
E matá-lo não é solução.
O poeta
O Poeta
O POETA DESTRÓI-VOS»


Mário Cesariny (in Nobilíssima Visão, "O Poeta Chora")






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