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sexta-feira, abril 30, 2004

Colhendo Amoras 

«Chego a um arbusto de bagas tão maduras: é um arbusto de moscas,
suspendendo os seus abdómens azuis esverdeados
e os vidrilhos alados de um biombo chinês.
O festim de mel das bagas surpreendeu-as; julgam-se no paraíso.»

Sylvia Plath (in Pela Água, "Colhendo Amoras" )

quinta-feira, abril 29, 2004

Alguém me pode explicar 

O que leva certas pessoas a passearem os cães, vestidos de pijama?

terça-feira, abril 27, 2004

O Colossus 



John Zorn’s Electric Masada

A origem das composições do grupo data do início dos anos 90, quando Zorn escreveu um ciclo de mais de 200 exercícios baseados na tradição folk judaica denominado Masada, cujo objectivo era criar uma estrutura versátil que pudesse ser adaptada a um quarteto de jazz, uma banda de metal ou um grupo de câmara. Um exercício livre, sem quaisquer limitações no que toca à sua execução. No dia 25 de Abril, na Aula Magna, e à volta de John Zorn, estavam Marc Ribot, Jamie Saft, Trevor Dunn, Kenny Wolleson, Cyro Baptista, Joey Baron e Ikue Mori. Experimentalismo, improviso, perfeccionismo, impulso, controle, homogenia, tensão, impacto incendiário.

«Revolution!» foi a única palavra que ele disse.

domingo, abril 25, 2004

Abil 

A palava é uma ama.
Uma leta pode se uma peda no sapato da libedade.

Tinta anos passaam desde a evolução dos cavos e nós gitamos, alto e bom som, Vinte e Cinco de Abil, Sempe! (E depois do Baoso, potas e companhia) Fascismo Nunca Mais!

(Qué Flô, qué flô? São cavos. Hoje são cavos. Um oio, tês!)

sexta-feira, abril 23, 2004

Séries de Culto 




Bola ao Post 

Tinha como objectivo não falar aqui do meu clube, mas não fui capaz. A indignação que me consome não mo permite. Nos reinos do Sporting algo de errado se passa. Algo que roça o amadorismo. E não é de agora. Já está mais que na altura de correr com treinadores, médicos e até presidente da SAD. O que se passou hoje com o Rui Jorge não pode ser interpretado como um mero erro administrativo. É de uma total incompetência e irresponsabilidade, dando a sensação que anda tudo a dormir e desinteressado. Ontem esqueceram-se das seringas, hoje esqueceram-se de avisar os médicos do CNAD, amanhã ainda se esquecem que a equipa tem um jogo no fim-de-semana. JÁ CHEGA DESTES CROMOS.

quarta-feira, abril 21, 2004

Fish casa-se em Ranholas 



Foi no passado Sábado que Fish e a sua namorada Tammi deram o proverbial "nó", após 12 anos de namoro, na bonita localidade de Ranholas. Na foto vemos o feliz casal a receber os parabéns do padrinho Almeida Santos, que à tarde foi o eloquente guia dos convivas escoceses numa caminhada pela serra de Sintra. Aqui pararam apenas para ouvir a história da Quinta da Regaleira e as vozes na cabeça de Mota Amaral, amigo de infância de Fish, que obviamente não podia deixar de comparecer ao enlace. Ainda durante o passeio procederam a um pequeno ritual sacrificando ao todo 4 tordos, 3 galinholas, 1 pequeno roedor e Mota Amaral. Por fim o padrinho desvirgindou a noiva num crescendo mágico de sangue, êxtase religioso e sado-masoquismo tântrico. Fish disse mais tarde que sentiu finalmente «a verdadeira força esotérica presente em Sintra» de que tanto já tinha ouvido falar.

UFA!!! 

Durante todo o dia de hoje fui atormentado por uma irritante azia, pois pela primeira vez iria ser obrigado a "torcer" pelo azul e branco. Chego a casa, ligo a TV, e sinto um enorme alívio... afinal estão a equipar de vermelho...UFA!!!

terça-feira, abril 20, 2004

Valentim junta-se a Vale e Azevedo 

"Quanto são, quantos são... Não tenho medo de ninguém... Quantos são??"
Por mim podem ser 10 anos.

sexta-feira, abril 16, 2004

Uma Cadeira nos Cornos 

Na passada semana, por aqueles dias perto da Páscoa, realizou-se no Chiado uma assembleia de moradores e comerciantes desta zona de Lisboa. Em causa estava o fecho ao transito da rua Garrett e rua Anchieta entre outras coisas. Estavam presentes o Presidente da Câmara, Santana Lopes e entre outras pessoas mais ou menos importantes, José Sócrates. Consta que o debate foi muito caloroso, até mesmo escaldante. Quem assistiu garante e jura a pés juntos que no meio da discórdia entre Lopes e Sócrates, o "nosso" presidente ofereceu uma "cadeira nos cornos" ao seu opositor. Estavam presentes vários meios de comunicação e estranha-se que nenhum deles tenha feito a miníma referência à arrogância, prepotência e sei lá mais o quê deste responsável máximo da capital de Portugal.
Só quero pensar que o facto de não se ter falado disto nos media é o outro lado da liberdade, que afinal até foi conquistada ali tão perto...
Quanto á "cadeira nos cornos", bem... deixo à consideração de quem achar que este sr. ainda merece alguma consideração...

P.S. Depois destes exemplos vindos tão de cima, o que é que se porerá pedir ao sr. Zé Lagarto quando este lhe apetecer molhar a sopa na sra. dona Viscosa...

quinta-feira, abril 15, 2004

Alguém me pode explicar 

Porque é que há tantos casais que têm como lugar de eleição para os namoricos, as estações de metro? Ou é ao lado dos torniquetes, ou é nos bancos das plataformas de espera, ou é encostados às bilheteiras, caramba não haverá nenhum sítio menos inóspito?

Sonhei que 

Estava num campo onde pululavam coelhos. A planície parecia fervilhar com tanta actividade e tantos coelhos. Uns matavam ratos, e perfilavam-nos já mortos como se de uma parada militar se tratasse; outros perseguiam outros coelhos, ferindo-os e torturando-os antes de os matar; outros olhavam o horizonte fixamente, aterrorizados. Já absorta, enlevada pelo sangrento cenário, só acordo do transe quando vejo de repente a Ana. Abraço-a longamente, beijo-a, volto a abraçá-la. Ficamos ansiosas à espera da chegada dos caçadores.

quarta-feira, abril 14, 2004

BU(LL)SHIT 



Imagem sobre o número de soldados americanos mortos no conflito do Iraque, retirada do site de Michael Moore.

terça-feira, abril 13, 2004

O Sonho de Fernando d'Almorol 

Cara Berna,

Ontem tive um sonho. Sonhei que as muralhas de Lisboa, ou do que devia ser Lisboa, estavam pintadas de vermelho vivo, quase brilhante; o ambiente, esse era também quase medieval, sem que fosse denunciado qualquer traço de mau cheiro ou lama nas ruas. Mesmo assim julgava estar na Lisboa de um século qualquer que não este. Achei que havia um erro de programação ou memória da minha parte, visto que não haviam colinas adjacentes, mas tão só aquela em que me encontrava.

Reparei que ao redor da muralha circulavam pequenos pontinhos - como estava longe, não era fácil reconhecer o que era toda aquela actividade.
Comecei a descer a rua (…?). Na verdade não havia nenhuma rua que pudesse servir de referência, nem tão pouco a costa do castelo ou o rio estavam nos sítios onde estão hoje. Como iria sair dali agora? Palmilhei alguns quintais e hortinhas até chegar suficientemente perto para ver com toda a nitidez que os pontinhos eram homens, com caras sisudas e suadas - de ar pouco à vontade lá andavam eles sem intenção e com uma única motivação, a de encontrar alguém, e tinham todo o ar de querer encontrar as mulheres que estavam sentadas em pequenas reentrâncias da muralha, num espaço tão pequeno que não deveria ultrapassar o tamanho de um pequeno tijolo.

Aí estavam elas. Mulheres de todas as cores e feitios, umas com chapéu, outras sem chapéu, a equilibrarem-se de uma forma quase profissional em cima daqueles pequenos tijolos - umas riam, outras não, mas mesmo aquelas que riam, não o faziam com a boca toda, parecia que já tinham desenvolvido uma técnica diferente de rir sem parecer que riam. Faziam o que podiam para viver, mesmo em pequenos ridículos tijolos. Reparei, horas depois de me juntar ao “grupo que circula”, que haviam algumas mulheres que desapareciam sem que eu pudesse ver como tinham dali saído. Mais uma volta dada, que pelas minhas contas demoraria cerca de 1 hora e 45 minutos a ser completa, e nada via, a não ser algumas mulheres novas a tomar o lugar daquelas que misteriosamente desapareciam. Eu tinha agora uma motivação extra para ali estar, ver como saíam daquela altura assustadora.

Uma delas fez-me um sinal com o dedo e com a boca - foi como se fosse um cumprimento e não propriamente um convite.

Encetei de imediato uma nova fase do meu círculo, o do desejo, e senti-me a ser levado por uma espécie de luxúria quente que ao mesmo tempo me excitava de uma maneira tão estranha que pensei que desmaiava. Nunca me tinha sentido assim antes.
Sempre sonhei com aquilo.
Acordei um homem igual.

Cumprimentos à minha querida Berna.

domingo, abril 11, 2004

Sonhei com 

Na noite de Sexta-feira Santa, sonhei com a frase

«Se vós Lhe beberdes o sangue, Ele beber-vos-á o sangue»


quinta-feira, abril 08, 2004

Alguém me pode explicar 

Porque é que há uma série de imbecis que insistem em andar na rua com uns daqueles auriculares de telemóvel ao mesmo tempo que seguram no mesmo? A função daquilo não era libertar as mãos?

quarta-feira, abril 07, 2004

Menopausa ou lá o que isso seja 



Aqui há dias, num dos episódios delirantes de “Tudo em Família”, a família Bunker passava por um mau momento. É que Edith, a matriarca, estava a passar pel’aquela fase em que as mulheres de meia idade andam com oscilações de humor, com frio e calor e sobretudo insuportáveis. Nem o Archie ou o Cabeça-de-Abóbora sabiam o que se passava.
Aqui entre nós, a Dona A. está a atravessar a mesma fase. Anda muito irritada, implica com tudo, nada está bem, todos são isto e são aquilo, veste casaco despe casaco. Mas não há problema, façamos como o Archie, e por muito que custe, sejamos o máximo tolerantes e compreensivos. É que à semelhança da Edith, a Dona A. é um doce e uma preciosidade que nada de mal merece.
Já agora, alguém tem um Xanax?

Posta Indiscreta 



Ele aterrorizava. Ele divertia. Ele intrigava. Ele trabalhou com as mais belas actrizes de sempre: Ingrid Bergman, Grace Kelly, Kim Novak, Janet Leigh, as quais tornou verdadeiras heroínas (Grace Kelly em "Janela Indiscreta", por exemplo). James Stewart e Cary Grant. Ele tinha muito mau feitio e dava-se muito mal com os actores. Ele aparecia sempre. Ele é o realizador de alguns dos melhores filmes de sempre. Ele é Hitchcock.

"When an actor comes to me and wants to discuss his character, I say, 'It's in the script.' If he says, 'But what's my motivation?, ' I say, 'Your salary.'"

"I didn't say actors are cattle. What I said was, actors should be treated like cattle."


Sonhei que 

Sonhei que o cartão de ponto de um dos meus superiores, em vez de ter inscrito o seu nome, tinha as palavras MORRER / TRANSFERIR.

Acordada sei que gostava que o ornitorrinco que irrita fosse transferido. Adormecida sonho e espero ansiosamente que morra. Por alguma razão apareceu a palavra "Morrer" e não "Matar". Eu até sou boa pessoa.

terça-feira, abril 06, 2004

Notícia de Última Hora 



Moreia, guarda redes do Benfica, vai integrar o novo contingente da GNR a ser enviado para o Iraque. Segundo fonte não identificada, o jogador ter-se-á fartado de lidar com burros, passando desta forma a confraternizar com QI's idênticos ao seu.

segunda-feira, abril 05, 2004

Bocejos 








Palavras para quê??

domingo, abril 04, 2004

Truísmos 



Gosto de pensar que o Carlos Paredes é português. Oiço-o respirar por entre as notas que rendilha, e estremeço. Gosto de pensar que o Zeca Afonso é português. Oiço-o cantar inquieto e fraterno, devora as angústias de todos, o seu amor é inesgotável.

É bom demais para ser verdade.







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