sexta-feira, outubro 06, 2006
Morto do Dia #7: CALÍGULA
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«Eu vivo!»
Em latim, originalmente: "Vivo!"
Gaius Julius Caesar Augustus Germanicus (a.C. 12 – a.C. 41), mais conhecido por Calígula, foi um imperador romano famoso pela perversidade, excentricidade, despotismo e crueldade extremas. Foi assassinado em 41 por alguns dos seus guardas pessoais.
O historiador Suetonius referiu-se a Calígula como um "monstro", e as restantes fontes históricas são unânimes em condená-lo. A sua loucura era tão violenta que os historiadores, em vez de relatarem os factos do seu tempo, descreveram compulsivamente histórias e episódios demonstrativos da ferocidade e alienação do imperador, o que dificulta a reconstrução da sua actuação enquanto político (como quando quis que o seu cavalo preferido fizesse parte do Senado ou fosse padre, ou quando percorria os corredores do palácio à noite ordenando ao Sol que nascesse, ou quando esventrou uma das suas irmãs, que ele próprio tinha engravidado, para depois a proclamar deusa. Terá também dito «Gostava que o povo romano tivesse um único pescoço», e se o número de presos para lutar com os leões não fosse suficiente, ordenava que fossem atirados para a arena alguns espectadores. Pensa-se hoje que Calígula talvez sofresse de Encefalite ou de Meningite. Philo de Alexandria defendia que se tratava apenas de um esgotamento nervoso, por Calígula não ter sido preparado para as pressões do poder e da atenção pública constante.)
O que de facto sobrevive é o retrato de um dos homens mais maquiavélicos e hedonistas que a História já viu, imagem que o transformou num dos mais famosos imperadores romanos, apesar de tão pouco documentado em termos políticos; o próprio nome "Calígula" tornou-se equivalente de desumanidade, crueldade, tirania e insanidade.
Gaius Julius Caesar Augustus Germanicus (a.C. 12 – a.C. 41), mais conhecido por Calígula, foi um imperador romano famoso pela perversidade, excentricidade, despotismo e crueldade extremas. Foi assassinado em 41 por alguns dos seus guardas pessoais.
O historiador Suetonius referiu-se a Calígula como um "monstro", e as restantes fontes históricas são unânimes em condená-lo. A sua loucura era tão violenta que os historiadores, em vez de relatarem os factos do seu tempo, descreveram compulsivamente histórias e episódios demonstrativos da ferocidade e alienação do imperador, o que dificulta a reconstrução da sua actuação enquanto político (como quando quis que o seu cavalo preferido fizesse parte do Senado ou fosse padre, ou quando percorria os corredores do palácio à noite ordenando ao Sol que nascesse, ou quando esventrou uma das suas irmãs, que ele próprio tinha engravidado, para depois a proclamar deusa. Terá também dito «Gostava que o povo romano tivesse um único pescoço», e se o número de presos para lutar com os leões não fosse suficiente, ordenava que fossem atirados para a arena alguns espectadores. Pensa-se hoje que Calígula talvez sofresse de Encefalite ou de Meningite. Philo de Alexandria defendia que se tratava apenas de um esgotamento nervoso, por Calígula não ter sido preparado para as pressões do poder e da atenção pública constante.)
O que de facto sobrevive é o retrato de um dos homens mais maquiavélicos e hedonistas que a História já viu, imagem que o transformou num dos mais famosos imperadores romanos, apesar de tão pouco documentado em termos políticos; o próprio nome "Calígula" tornou-se equivalente de desumanidade, crueldade, tirania e insanidade.
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